Quando o assunto é performance, antes de qualquer coisa, uma boa copy pode ser a diferença entre uma campanha que estoura de vendas e outra que passa em branco no feed.
O criativo é o cartão de visitas da sua marca. No entanto, é a copy que transforma atenção em interesse, desejo, clique e, finalmente, em conversão. Não se trata de “ser criativo” por ser criativo. Na prática, copywriting é entender pessoas, comportamento e psicologia da decisão.
Justamente por isso, este artigo foi pensado para quem deseja elevar o nível dos seus criativos, entender as bases técnicas do copywriting aplicado à performance e sair, de fato, com referências e ideias práticas para implementar.
Ao longo deste artigo, você vai ver, na prática, como:
- Estruturar copys que vendem;
- Usar técnicas clássicas de copywriting;
- Ajustar o tom para cada canal e contexto.
Entenda o papel da copy na jornada de compra
Antes de escrever qualquer palavra, primeiramente, você precisa entender o papel da copy na jornada.
Para facilitar, encare seu anúncio como uma sequência de micro-decisões.
- A pessoa vê o criativo.
- Lê o título e as primeiras palavras.
- Decide se aquilo é ou não relevante.
- Só então considera clicar.
É exatamente aqui que a copy entra.
Ela existe para mover o usuário de um estado de neutralidade ou desinteresse para um estado de atenção e ação, reduzindo atrito cognitivo e deixando claro:
- Para quem aquela mensagem é;
- Qual problema ela aborda;
- Que resultado é prometido;
- O que a pessoa deve fazer em seguida.
De forma reduzida, uma boa copy:
- Capta atenção rapidamente (título e primeira frase);
- Gera identificação com a dor ou objetivo do público;
- Expõe o valor da solução de forma objetiva;
- Encaminha para uma chamada de ação clara e específica.
Dica da Yever: 80% da atenção do público vai para o título e o primeiro parágrafo. Se eles não geram impacto, o restante da copy não será lido.
O ponto de partida: pesquisa de audiência
Nenhuma boa copy nasce do nada. Na verdade, ela começa com pesquisa. Antes de digitar a primeira palavra, é preciso entender, profundamente, quem está do outro lado da tela.
É aqui, inclusive, que muitos erram: tentam escrever o que acham que o público quer ouvir, quando, na prática, o segredo está em ouvir primeiro.
Antes de escrever, é fundamental:
- Leia comentários em anúncios e publicações (o que o cliente realmente sente?);
- Analise reviews e avaliações (o que ele valoriza ou reclama?);
- Revise tickets de suporte e mensagens de atendimento (quais dúvidas se repetem?);
- Observe como o cliente descreve seus problemas e resultados esperados.
Tudo isso, em conjunto, alimenta o principal ativo de um copywriter: usar a linguagem do público, e não apenas a linguagem interna da empresa.
Exemplo prático
Produto: a Yever oferece um checkout inteligente que aumenta a taxa de conversão e reduz o abandono de carrinho.
Cliente: “Eu perco a venda porque o checkout trava bem na hora de pagar.”
Compare as duas abordagens:
❌ “Nosso checkout é otimizado para conversão.”
✅ “Chega de perder vendas porque o checkout trava na hora do pagamento.”
Percebe a diferença? A segunda versão reflete:
- a dor real,
- o vocabulário próximo do cliente,
- e o contexto específico (momento do pagamento).
Justamente por isso, Aa segunda versão é mais poderosa porque traduz emoção em clareza. Ela fala diretamente com a dor que o cliente sente, e no exato momento em que ele sente.
É esse nível de precisão precisão que aumenta a percepção de relevância.
Dica Yever: Crie um banco de frases reais dos seus clientes, chamadas de “expressões de valor”. Use-as como base para headlines, CTAs e e-mails. Assim, você garante consistência de tom e autenticidade em toda a comunicação.
Técnicas de copy que vendem (e por que elas funcionam)
Depois de entender o público, o próximo passo é aplicar a técnica.
Copywriting profissional não é um texto “solto”. Pelo contrário, ele se apoia em estruturas lógicas que conduzem a leitura. Três das mais usadas em comunicação de performance são AIDA, PAS e BAB.
- AIDA → Atenção, Interesse, Desejo, Ação
- PAS → Problema, Agitação, Solução
- BAP → Antes, Depois, Ponte
AIDA: Atenção, Interesse, Desejo, Ação
Clássica. Muito utilizada em anúncios e landing pages.
Essa estrutura guia o leitor passo a passo até a decisão:
- Atenção: chame o olhar com uma promessa ou contraste.
Exemplo: “Você está perdendo até 30% das vendas no checkout sem perceber.” - Interesse: mostre o porquê, o problema real que ele enfrenta.
Exemplo: “A maioria das lojas perde conversão por checkout lento e sem personalização.” - Desejo: crie identificação emocional com a solução.
Exemplo: “Com um checkout rápido, você reduz o abandono e aumenta o lucro em minutos.” - Ação: finalize com clareza.
Exemplo: “Teste agora o checkout da Yever e veja a diferença em 15 minutos.”
PAS: Problema, Agitação, Solução
Já essa estrutura estrutura é perfeita para anúncios e criativos com foco em diagnóstico, quando o público ainda não entende totalmente o motivo pelo qual não está tendo resultado.
O segredo está em, primeiro, aprofundar a dor e, só depois, oferecer a solução.
- Problema: apresente a dor de forma clara e direta.
“Você investe em anúncios, mas sente que o retorno está abaixo do esperado?” - Agitação: amplifique a frustração com empatia.
“Talvez o problema não seja o produto — mas a forma como seus criativos comunicam valor e conduzem o cliente até o clique.” - Solução: entregue o caminho.
“Veja como aplicar técnicas de copy que destacam sua proposta e aumentam a taxa de conversão dos anúncios.”
BAP: Antes, Depois, Ponte
Por fim, o BAP é perfeito para storytelling, estudos de caso e páginas institucionais.
Ele cria contraste, mostrando o que mudou e como mudou, o que naturalmente aumenta credibilidade e desejo.
- Antes: apresente o cenário inicial, com clareza e vulnerabilidade.
“Antes, cada campanha era imprevisível: CTR baixo, custo por clique alto e nenhuma clareza sobre o que realmente funcionava.” - Depois: mostre a transformação desejada.
“Hoje, a operação sabe exatamente quais mensagens geram engajamento, cliques qualificados e vendas.” - Ponte: mostre o caminho que levou até lá.
“A virada aconteceu quando passamos a aplicar uma estrutura consistente de copy em todos os criativos.”
Dica Yever: Use o BAP em formato de narrativa curta. Ele funciona muito bem para cases reais, depoimentos e vídeos de bastidores, formatos que humanizam a comunicação e aumentam retenção.
Essas estruturas não engessam o texto. Na verdade, elas guiam o raciocínio.
Ao dominar AIDA, PAS e BAB, sua comunicação ganha clareza, ritmo e foco, e seus criativos deixam de depender apenas de “inspiração”.
Como aplicar técnicas de copy nos seus criativos
Saber o que escrever é uma parte do jogo. A outra, igualmente importante, é como aplicar.
A copy certa perde força se o formato visual, o ritmo e o CTA não forem pensados para gerar ação. Por isso, antes de pensar em “frases bonitas”, pense em intenção: o que você quer que o usuário sinta e faça ao ver seu criativo?
A seguir, veja como aplicar técnicas de copy em anúncios, landing pages e e-mails.
Anúncios: o impacto em 3 segundos
Nos anúncios, a copy precisa ser rápida, direta e visualmente clara. Afinal, você tem poucos segundospara capturar a atenção e conduzir o olhar até a ação.
Estrutura recomendada:
- Headline de impacto (dor ou desejo): “Seu checkout trava na hora H? Descubra o motivo.”
- Conexão emocional (frustração real): “Você investe, gera tráfego, mas perde vendas no clique final.”
- Solução + benefício: “A Yever ajuda sua loja a converter até 35% mais com um checkout rápido e inteligente.”
- CTA direto: “Ative agora o checkout que mais converte.”
Dica da Yever: Anúncios que combinam dor + benefício (ex: “pare de perder vendas” → “aumente sua conversão”) geram até 40% mais cliques do que comunicações neutras.
Use a dualidade, mostrar o problema e imediatamente a solução.
Landing Pages: da promessa à prova
A landing page é o espaço onde a copy precisa convencer racionalmente o que o anúncio despertou emocionalmente.
Aqui, o usuário já clicou. Ou seja, ele quer certeza e segurança.
Estrutura recomendada:
- Headline de promessa: “Transforme cada clique em faturamento real.”
- Subheadline de validação: “Checkout inteligente com performance e aprovação de pagamento até 30% maior.”
- Prova social ou dados: “Mais de 4.000 lojas confiam na Yever para vender mais.”
- Benefícios tangíveis (em bullets):
- Checkout one-page rápido
- Integração com múltiplos gateways
- Order bump e upsell automáticos
- Checkout one-page rápido
- CTA de urgência: “Teste grátis agora e veja o impacto na sua conversão.”
Dica da Yever: O primeiro botão de CTA deve aparecer antes do scroll. Usuários decidem se continuam na página em menos de 8 segundos.
E-mails: o poder da microcopy
O e-mail é o canal da conversão silenciosa. Ele fala com quem já conhece sua marca. Por isso, o tom deve ser mais pessoal e direto, como uma conversa, não um anúncio.
Estrutura recomendada:
- Assunto (curto e curioso): “Você ainda está perdendo vendas no checkout?”
- Abertura (contexto e conexão): “Durante a Black Friday, cada segundo conta. E perder uma venda no pagamento é o mesmo que rasgar seu investimento em tráfego.”
- Benefício central: “Com a Yever, você tem checkout rápido, aprovado e 100% integrado à sua loja Shopify.”
- Prova ou resultado: “Lojas com checkout otimizado aumentaram o faturamento em até 35%.”
- Fechamento com CTA direto: “Crie sua conta e veja o impacto nas suas vendas.”
Dica da Yever: O campo de assunto deve ter até 45 caracteres e gerar curiosidade, não entregar tudo.
Exemplo:
❌ “Novo checkout com mais conversão.”
✅ “Seu checkout está te fazendo perder vendas?”
Insight Yever: E-mails com CTA em formato de botão (em vez de texto) registram 17% mais cliques. Dê destaque visual para o próximo passo.
Com essas três aplicações, anúncios, landing pages e e-mails, você fecha o ciclo completo da copy: atrair, convencer e converter.
E o mais importante: todas seguem o mesmo princípio, clareza vende mais do que criatividade
Como medir a performance das suas copys (e ajustar para vender mais)
Copy boa não é a que parece boa. É a que vende.
E a única forma de chegar lá é medir, testar e ajustar continuamente.
Criativos vencedores não nascem prontos. Eles são construídos em ciclos, com base em dados reais de comportamento: cliques, retenção de atenção, conversão e custo.
A seguir, você encontra o framework Yever para medir e evoluir suas copys com precisão técnica.
Dica técnica Yever: ajuste microcopies no checkout, “Finalizar compra” → “Finalizar minha compra agora”. Alterações assim elevam a conversão em 4–8%.
As métricas que realmente importam (e o que cada uma significa)
Não adianta se perder em números irrelevantes. Essas são as métricas centrais para avaliar copy:
CTR (Click-Through Rate): mede o poder da copy em gerar ação.
Se o CTR está baixo, geralmente o problema está em:
- headline fraca
- promessa genérica
- ângulo criativo pouco claro
- falta de clareza na mensagem
Dica da Yever: CTR bom depende do segmento, mas campanhas de Black Friday bem executadas trabalham com CTR acima de 1,2% no Meta Ads.
CPC (Custo por Clique)
reflete a competição + qualidade da copy.
Quanto pior a copy, mais o algoritmo penaliza seu anúncio.
Se o CPC sobe:
- o texto está genérico
- a promessa é fraca
- a imagem não conversa com a mensagem
- o ângulo emocional não está claro
Insight Yever: Criativos com copy baseada em linguagem do cliente reduzem CPC em até 30%, pois geram mais cliques de qualidade.
Hook Rate (taxa de retenção nos primeiros 3 segundos)
Muito usada em criativos de vídeo. Mostra se a primeira frase/visual segurou a atenção.
Se estiver baixo, revise:
- frase de abertura
- dor apresentada
- velocidade do vídeo
- promessa visual
Insight Yever: Vídeos com call-out de dor nos primeiros 2 segundos (“Perdendo vendas no checkout?”) seguram 37% mais atenção.
Estruture testes A/B que realmente funcionam
Nada de testar tudo ao mesmo tempo.
A Yever recomenda a abordagem Um Elemento por Teste (UET):
Teste apenas uma variável:
- Headline
- Promessa
- CTA
- Ângulo (dor / benefício / prova)
- Imagem de apoio
- Primeiro frame do vídeo
Exemplo de teste de headline:
- Variante A: “Seu checkout está te fazendo perder vendas?”
- Variante B: “Aumente até 35% sua conversão com um checkout otimizado.”
Nunca teste layout + headline + oferta ao mesmo tempo. Caso contrário, você não saberá o que gerou o resultado.
Como interpretar dados sem se enganar
Alguns erros comuns que distorcem leituras:
1. Optimização precoce
Se você mexer antes dos anúncios saírem da aprendizagem, você não sabe de nada ainda.
2. Volume insuficiente
Sem pelo menos:
- 3.000 impressões por variação
- 50 cliques
- 1 conversão mínima
…os dados não fecham estatística.
3. Ganhar no CTR, perder no faturamento
Copy muito apelativa aumenta clique… mas atrai público errado.
Dica Yever: Avalie sempre CPC → CTR → Ações no site → Conversão. A copy é só a porta de entrada, não o funil inteiro.
Os 3 sinais de que a sua copy está fraca
- O público cansa rápido → A frequência sobe e o CTR desaba
- Seu CPC dispara → O algoritmo entendeu que seu anúncio não é relevante
- Comentários negativos → “Não entendi”, “propaganda enganosa”, “qual o preço?”
Insight Yever: Comentário é o melhor termômetro de copy. Ali está a verdade que o dado não mostra.
Como ajustar sua copy para escalar
Depois de medir e identificar pontos fracos, siga o ciclo Yever de otimização:
- Refine a promessa: deixe mais clara e específica
- Aumente a prova: números, prints, resultados
- Destaque o diferencial: por que sua solução é melhor
- Simplifique a linguagem: clareza vence sempre
- Troque o ângulo: tente dor → desejo → transformação
- Reforce urgência: limitada, exclusiva, temporária
- Melhore o CTA: direto, ativo, orientado à ação
Exemplo de otimização real:
❌ “Checkout rápido e seguro.”
✅ “Pare de perder vendas, ative agora o checkout que aumenta sua taxa de aprovação em até 30%.”
Copys vencedoras são construídas com dados, não com achismos. Quando você domina métricas, testes e interpretações, sua criatividade deixa de ser tentativa e erro, e se torna estratégia escalável
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